domingo, 20 de agosto de 2017

Micro Entrevista: Denílson Reis




Tchezine marca impressionante 30 anos de fanzinagem. O que significa para você esta marca e o que o leitor encontrará em suas 120 páginas?


​Significa muita alegria de poder estar há 30 anos compartilhando de minha vida com uma centena de pessoas espraiadas por todo este Brasil e com um sonho em comum: fazer quadrinhos! Saber que muita gente acreditou no meu projeto desde 1987 até agora, 2017 é muito significativo e quero agradecer a todos. Por isso, nestas 120 paginas de quadrinhos, não deixei ninguém de fora, procurei publicar ao menos uma colaboração de todos que passaram pelo fanzine Tchê. Tem muitas HQs de grandes feras como Henry Jaepelt, Laudo Júnior, Daniel HDR e tantos outros que fica difícil mencionar aqui.​

O que mais vem aí do Grupo Quadrante Sul? As comemoraç​õ​es continuam?

​Sim! Em 2018 eu e o Alex Doeppre vamos comemorar os 30 anos do lançamento da revista Quadrante Sul. Minha ideia é lançar o segundo volume da Coleção Tchezine com uma coletânea em 120 páginas das HQs publicadas nos, até aqui, 9 números da revista. Ou seja, seguir os mesmos moldes do Tchê 30 anos. Também está em produção um filme para contar os 30 anos do fanzine Tchê e quem sabe uma graphic novel de meu personagem Peryc, O Mercenário. 2018 promete!​


Passe o serviço para os leitores do blog adquirirem o Tchezine 1.



​Coleção Tchezine Vol. 1 - Tchê 30  Anos
120 páginas, capa colorida, miolo p&b.
R$ 30 + frete

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Micro entrevista: Watson Portela



Watson Portela nasceu em Recife, Pernambuco. É um dos grandes desenhistas nacionais e fã dos quadrinhos de C. C. Beck, artista americano que acabou influenciando seu traço.
 

É o autor das elogiadas séries de FC/Fantasia “Paralelas” e “Voo Livre”, publicadas em várias revistas e no fanzine Historieta, de Oscar Kern. Estreou com uma HQ histórica para a Ebal de Adolfo Aizen, que jamais foi publicada. Em 1975, participou de concurso caça/talentos promovida pelo "Gibi Semanal", da RGE. “Em 1976, o Otacílio Barros (Ota, editor da Vecchi) pediu para eu dar um pulinho no Rio de Janeiro, pois queria me conhecer. O Lotário Vecchi (dono da empresa) também era fã dos meus trabalhos”, recordou. “Mudei para o Rio de Janeiro ainda em 1976 e comecei a trabalhar para a Vecchi. Fazia o ‘Chet’. Lembro que foi antes de completar 26 anos, em outubro”. Em 1979, publicou em “Spektro”, da Vecchi. Não parou mais. Fez terror, erotismo, western, humor e super-heróis para Grafipar de Curitiba (para onde se mudou na época), Press Editorial, entre outras editoras. Dono de traço ímpar, seus desenhos fizeram a cabeça de toda uma geração. Contratado pela Editora Abril, passou a desenhar "Os Trapalhões", "Disney", "He-Man", "Jovem Radical" e HQs para a clássica “Aventura & Ficção”, além de várias capas icônicas para as revistas de linha da Abril.


Entrevista


Ecos da Vida é um fanzine que marca sua volta ao mundo das HQs? Como surgiu a ideia e o que o leitor encontrará em suas paginas? O que planeja para os próximos números?


Não. É só uma publicação que quis fazer por amor aos independentes. Sempre gostei de fanzines e, claro, participar com o meu, é muito legal. Como expliquei no Facebook, minha arte não é adequada para HQs de terror, então criei a série “Ecos da Vida”, cujo tema é mais “sobrenatural”. Olha... Ainda nem comecei a vender, como posso “planejar” outros Há,há,há,há...


Podemos sonhar com uma volta do mestre a prancheta e material inédito a curto ou médio prazo?


Eu diria que em curto prazo, não. Mas a longo prazo, tem outra revista inédita, que será publicada.


Serviço:


Ecos da Vida 1, de Watson Portela. Fanzine de 52 páginas, capa colorida e miolo PB, com produção gráfica e acabamento da Atomic Print. Pedidos: watsonportela@gmail.com

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Conexão Literatura 25




Revista eletrônica de literatura, editada por Ademir Pascale pela Fábrica de Ebooks. Julho de 2017, 43 páginas. Site: revistaconexaoliteratura.com.br. E-mail: pascale@cranik.com.br.

O destaque na capa desta edição vai para o músico e escritor Martinho da Vila, que está lançando seu 15º livro, “Conversas Cariocas”. Em entrevista exclusiva ele comenta sua carreira e detalhes sobre o livro de crônicas que traz textos leves, escritos a partir de vivências do autor nas ruas do Rio, escolas de samba, viagens e em seu refúgio na cidade de Duas Barras/RJ.

A revista traz ainda dois Audiolivros (A Igreja do Diabo e A Mulher do Pescador), parceria com o portal www.universidadefalda.com.br, resenha de “Farsantes & Fantasmas” de Ângelo Miranda, crônica “Um Gato Chamado Satanás”, de Rafael Botter, contos de Edison Roberto Loterio (“O Latido dos Cães”), Miriam Santiago (“A Velha da Serralheria”) Amanda Leonardi (A Criatura Desmorta”) além de entrevistas com os escritores Vitor Abdala, Marcus Barcelos e Olivério Borges.

As edições anteriores da revista estão disponíveis no site

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Radioatividade Express 6: Tchêzine 1 e Ecos da Vida de Watson


Salve galera dos fanzines!
Este Radioatividade Express 6 traz novidades quentíssimas do mundo dos fanzines. São duas publicações que estão saindo do forno agora com produção, impressão e acabamento da Atomic Print (obrigado pela preferência Denílson e Watson!) Vamos à elas:

Coleção Tchezine Vol. 1

O Tchê é um lendário fanzine de quadrinhos capitaneado por Denílson Reis há 30 anos. Esta edição é especialíssima, uma compilação com parte dos quadrinhos publicados ao longo dos anos pelo fanzine, uma edição caprichada com 120 páginas no formato 15,5x23cm, capa color e miolo pb em lombada PUR. Estará em pré-lançamento na CCRS 2017, evento que ocorre em Canoas/RS nos dias 05 e 06 de agosto. Garanta seu exemplar pois o zine costuma esgotar rapidamente (e não é para menos!). 

 Contato: tchedenilson@gmail.com



Ecos da Vida - Watson Portela

Fanzine que marca a volta do grande mestre dos quadrinhos brasileiros à ativa! Só isso já é motivo para você correr atrás de seu exemplar. O zine está fantástico com HQs memoráveis selecionadas pelo autor, material muito raro, que irá deliciar os fãs. Com 52 páginas, 15,5x23, capa color e miolo pb, com acabamento no grampo e dobra editorial, promete ser o primeiro de vários compilando a impressionante obra deste autor querido por fãs espalhados pelos quatro cantos do Brasil, que agora podem ficar em júbilo com este lançamento surpreendente. O zine estará sendo entregue esta semana pela Atomic ao autor, que deverá começar a venda na semana seguinte. Reserve seu exemplar, pois a tiragem é limitada e deverá, assim como Tchêzine 1, esgotar rapidamente.

Contato: watsonportela@gmail.com







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terça-feira, 25 de julho de 2017

Letra Livre 3

Revista eletrônica bimestral de Literatura e arte. Maio de 2017. Jacareí/SP. 143 páginas. Editora: Ana Rosenrot. Contato: revistaliteralivre@yahoo.com.br.

Letra Livre é uma revista literária gratuita, com a participação de dezenas de colaboradores, inclusive com representantes do continente africano - Angola e Moçambique. Publica poemas, contos e artes visuais e também algumas seções fixas, entre elas “Haikai Engraçadinho” e “Artista do Mês”.

Como trabalho de fôlego que é, tem altos e baixos.  E também arte panfletária, de alcance limitado pela ideologia e vocabulário inerente.

"A Mão da Branquitude" (Thaís da Silva Matos) é uma arte, segundo a autora, que fala sobre a opressão ao povo preto. Os termos “apropriação cultural”, “lógica capitalista”, “opressor-oprimido”, entre outros do texto que fundamenta o trabalho, nos dá o caminho das tendências da autora. Num congresso da UNE poderia ser lido em tom emocionado, mas pouco ou nada tem a nos dizer, a não ser repetir bordões e bandeiras socialistas para embasar idéias compensatórias que acabam em políticas que retrocedem a cidadania, em minha opinião.

“CULTíssimo” (Ana Rosenrot): Resenha de Filadelfia (1994), filme do diretor Jonathan Demme. Com atuações magníficas de Tom Hanks e Denzel Washington, este longa conta a história de Andrew Beckett (Hanks), promissor advogado que trabalha para um tradicional escritório de advocacia da Filadélfia. Após descobrirem que ele é portador de AIDS, Andrew é demitido da empresa. Ele contrata os serviços de Joe Miller (Washington), advogado negro e homofóbico, que durante julgamento é forçado a encarar seus próprios medos e preconceitos. A resenha é muito boa, com curiosidades importantes sobre o filme e ressaltando aspectos fundamentais da película que legou o Oscar de melhor atuação para Hanks.

Gostei do slogan: “literatura com Liberdade”. Com ela tudo é possível.

Baixa a sua aqui: http://cultissimo.wixsite.com/revistaliteralivre/2017


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Juvenatrix 187

Fanzine eletrônico de Horror e Ficção Científica editado por Renato Rosatti. São Paulo/SP, Ano 27,  Julho de 2017. 19 páginas.Internet: www.infernoticias.blogspot.com.br e www.juvenatrix.blogspot.com.br. Peça seu exemplar pelo e-mail renatorosatti@yahoo.com.br.

CAPA: Angelo Júnior, extraída do álbum de ilustrações “Fantasia, Luz & Sombra”.

HORROR E METAL EXTREMO: “Bloody Pit of Horror”, banda “Impetigo” (EUA) álbum “Ultimo Mondo Canibale” (1990).

DIVULGAÇÃO & NOTÍCIAS & CURIOSIDADES: Lista sugerida de filmes de horror, suspense e FC/Fantasia lançados nos cinemas brasileiros no primeiro semestre de 2017; Fanzine QI nº 145.

CONTO: “O Diário Mental de Taylor” (Angelo Júnior).

TEXTOS DE CINEMA: Os 50 melhores filmes de FC do Século XX (e 20 do Século XXI), por Marcello Simão Branco; Artigo originalmente publicado no fanzine “Megalon” 58 (2000), revisado e atualizado com a inclusão de novos títulos à lista.

QUADRINHOS: “A Última Bala” (Angelo Júnior)


sábado, 15 de julho de 2017

QI 145

Fanzine bimestral de informações e quadrinhos. Maio/Junho de 2017. Editor: Edgard Guimarães, Rua Capitão Gomes, 168, CEP 37530-000, Brasópolis, MG. Fone (35) 3641.1657. E-mail: Edgard.faria.guimaraes@gmail.com. 40 páginas, formato 15x21, capa com detalhe colorido manualmente, miolo PB. Assinatura anual: R$ 25,00. Edição gratuita em PDF no site da Editora Marca de Fantasia.

O fanzine QI, um dos mais longevos fanzines em atividade – ao lado do Tchê, de Denilson Reis – segue imprescindível aos fãs de quadrinhos.

Estruturado no estudo dos quadrinhos, especialmente os clássicos da era de ouro e prata, também publica HQs curtas, cartuns e ilustrações, mas o destaque vai mesmo para a parte jornalística.

A página 3 sempre nos traz a história e biografia de um personagem dos quadrinhos, esmiuçando detalhes sobre sua trajetória editorial. Nesta edição, “O Morcego”, criação de Wilson Fernandes para a editora Roval, em 1972. Herói nitidamente calcado nos clássicos Batman (Bob Kane) e Fantasma (Lee Falk), teve apenas uma edição publicada, tornando esta revista uma preciosidade, um verdadeiro tesouro dos quadrinhos nacionais.

A seguir curiosidades sobre Mickey, de Walt Disney (ou melhor, Floyd Gottfredson). Você sabe quando houve a mudança no desenho dos olhos do personagem, precisamente? Eu também não sabia. Mais um mistério desvendado pelo arqueólogo Edgard. Também é mostrada uma censura nas histórias de Steve Canyon, de Milton Caniff.

Ainda com texto do editor, “Mistura de Estilos” falando sobre estas combinações inusitadas, já vistas em HQs Disney e até mesmo em uma aventura de Zé Carioca de Renato Canini, o maior de todos os Zés Cariocas em minha opinião e de muitos. Quando o desenho acadêmico encontra o cartunesco, cita também a participação de Rodolfo Zalla em uma situação de mistura de estilos de seu “Zorro”.

Lio Guerra Bocorny escreve sobre a revista de “Mazzaropi”. Hoje praticamente esquecido, Amacio Mazzaropi teve papel importantíssimo na cultura brasileira, apresentando o ‘caipira’ típico das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Brasilidade perdida nos dias de hoje, recuperar a memória nacional é outro papel relevante prestado por QI e seus colaboradores.

“A Estranha”, por E. Figueiredo, é uma crônica sobre um dos males do século, que é a impessoalidade e a solidão. Apesar de não falar diretamente sobre HQ, merece reflexão por sua pertinência.

“Fórum”, a seção de cartas e mensagens, é mais do que isso. Simplesmente uma das seções mais importantes  do zine, sempre com notícias quentinhas e informações interessantes sobre quadrinhos. Algumas: Luigi Rocco comenta o lançamento dos álbuns de “Pita” e “Piparoti”, personagens de Daniel Azulay (a turma com mais de 40 vai lembrar da Turma do Lambe-Lambe); Shimamoto fala sobre sua participação na revista “Clássicos do Faroeste”, com a adaptação do filme “Matar ou Morrer” pela editora Outubro; José Augusto Pires fala sobre sua edição definitiva de “Terry and the Pirates”; Alex Sampaio comenta o mercado de quadrinhos europeus atualmente, incluindo os álbuns mais vendidos; finalmente, entre tantos destaques, Luiz Antonio Sampaio, verdadeira enciclopédia sobre o assunto comics, dá mais um show de informações e curiosidades sobre o assunto.

A Coluna “Mantendo Contato” de Worney (WAZ), espaço de palpitologia segundo seu articulista, traz sempre assuntos relevantes e desta vez os eleitos são: a nova revista editada pelo ‘papa’ Franco de Rosa, “Operação Jovem Guarda”, de Rubens Cordeiro; a volta do título de “Dylan Dog”, pela editora gaúcha Lorentz; e o lançamento de “Contos do Absurdo”, álbum de HQ da revista digital homônima capitaneada por Daniel Verdi e equipe, pela editora Discovery.

“Edições Independentes”, traz a ficha completa de dezenas de publicações alternativas, com reprodução de capas. Guia seguro para conhecer o panorama dos fanzines produzidos no período, que aumentou neste bimestre. Tem coisas bem interessantes para os curtidores dos fanzines.

Na parte dos quadrinhos e cartuns, destaco as participações de Eduardo Marcondes Guimarães, a brincadeira divertida de Chagas Lima com as “Lendas Brasileiras”, e o cartum da contracapa, de Edgard, sempre com textos inteligentes.

O encarte é mais um presente aos assinantes fiéis da publicação. Uma belíssima HQ do autor português José Pires, “Asas da Coragem”, com capa colorida e miolo PB, que conta a história da primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Inicialmente publicada nos números 18 a 20 de revista “Seleções BD” (2ª Série) entre abril e junho de 2000.

Sempre surpreendente, e mantendo o sucesso do ‘formato’, QI é sempre uma grande diversão, e é isso que importa. Que perdure por muitos e muitos anos.